O desaparecimento da pequena Miratzi Kairelis Perez Mejias, de apenas 8 anos, terminou da forma que toda a comunidade de São Manoel (PR) temia. Após três dias de buscas intensas, o corpo da menina foi localizado em estado avançado de decomposição na noite deste domingo (15). O autor do crime, Daniel Luiz Ferrari, de 25 anos, namorado da mãe da vítima, foi morto pela Polícia Militar após atacar agentes com uma faca durante a tentativa de prisão.


O caso revela uma sequência de atos psicopatas cometidos por Daniel em um curto intervalo de tempo, deixando um rastro de sangue e dor em duas famílias.
A Emboscada e o Sequestro
O crime começou com uma armadilha cruel no dia 12 de fevereiro. Daniel atraiu a namorada venezuelana e a filha dela até sua residência. Lá, usou um pretexto banal — pedir para a mulher comprar cigarros — para ficar a sós com a criança. Quando a mãe retornou, a casa estava vazia: o namorado havia desaparecido levando a menina.
A Rota da Violência: Ataque à Ex-Grávida
A investigação apurou que, logo após sequestrar Miratzi, Daniel dirigiu-se à casa de sua ex-companheira, que está grávida. Em um surto de violência, ele a esfaqueou na barriga. Por milagre, a mulher sobreviveu após cirurgia de emergência e o bebê não corre risco. Este ato demonstra que o agressor estava em uma jornada de destruição contra todas as mulheres com quem possuía vínculo.
O Desfecho: Jantar com o Pai e Confronto Final
A frieza de Daniel impressionou as autoridades. Antes de ser localizado, ele foi até a casa do próprio pai, onde tomou banho e jantou calmamente. O pai tentou alertar a polícia, mas Daniel conseguiu fugir pulando muros.
Na tarde de domingo, ao ser cercado por militares em uma área de mata próxima de onde havia abandonado o carro com o corpo da menina, Daniel partiu para o ataque utilizando uma faca, atingindo o colete de um policial. Os militares reagiram e o agressor foi morto no local.
EDITORIAL GPN: A VULNERABILIDADE DA IMIGRAÇÃO E O “LOBO” EM CASA
A morte de Miratzi Mejias não é apenas uma tragédia paranaense; é um alerta sobre a vulnerabilidade de mulheres imigrantes. Muitas vezes sozinhas em um país estrangeiro, buscando reconstruir a vida, elas se tornam alvos fáceis para abusadores que se apresentam como “apoio emocional”. Daniel Luiz Ferrari não era um namorado; era um predador que usou o afeto da mãe para acessar a fragilidade da filha.
O fato de a criança ter sido morta, possivelmente logo nas primeiras horas, enquanto o assassino ainda circulava e jantava com a família, mostra um desvio de caráter absoluto. A neutralização do agressor pela PM-PR encerra o risco imediato que ele representava à sociedade, mas deixa uma mãe venezuelana com o peso insuportável de ter buscado refúgio no Brasil e encontrado o seu pior pesadelo.
O Portal GPN presta solidariedade à comunidade venezuelana e exige que as redes de assistência a imigrantes incluam protocolos de segurança e orientação contra a violência doméstica.
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